Primeiro 450 mil pessoas para ver os barcos; logo depois, o grande sucesso que é o Festival do Bacalhau! Ílhavo, e neste caso concreto a Gafanha da Nazaré, entraram definitivamente no mapa e, quer queiramos quer não, o responsável por todo este mediatismo (mas também desenvolvimento) tem um nome: Ribau Esteves!
Ontem, fui ver os UHF e quando cheguei ao Jardim Oudinot, com uma enchente impressionante, fui incapaz de me lembrar o que era aquele espaço abandonado ainda há relativamente pouco tempo e porque é que em Aveiro não se faz mais ou menos o mesmo com a zona da antiga lota do peixe! Porquê? Porquê «mexer» (não será destruir?) zonas como a Baixa de Santo António, Rossio ou o Alboi, se temos zonas que podiam «nascer» de raiz e proporcionar bem estar, eventos, lazer e turismo!
Incrível como ainda há pouco tempo, nós aveirenses, um pouco até injustamente e estupidamente, falávamos dos «gafanhões» e dos ilhavenses e somos agora contagiados por tanta coisa que lá vai sendo feito e acontecendo!
Durante o concerto memorável dos eternos UHF, o próprio António Manuel Ribeiro fez questão de destacar o trabalho feito na cidade vizinha: «Entrei por Ilhavo e vi estradas, jardins...», dizia o mentor desta banda de Almada, numa clara alusão à evolução que pôde constatar nesta sua visita ao concelho ilhavense!