No pico do Verão, quando Aveiro é visitada por milhares e milhares de turistas, eis que a vergonha que sinto por ver a minha cidade «pintada» de amarelo da relva seca, atinge o seu ponto mais alto. A Baixa de Santo António está ao abandono. Os separadores de relva da «Lourenço Peixinho» estão uma lástima e nem uma flor têm.
Passamos na Variante, olhamos para a rotunda do Parque de Feiras e para a área de «relva» junto aos pavilhões e observamos uma imagem decadente. Aveiro, a cidade da palha!
Mas passem também na zona do Glicinias e vejam com os vossos próprios olhos como foi possível deixar morrer a relva da rotunda e a relva em frente às bombas de gazolina. Aveiro, cidade da relva amarela é a imagem de marca desta Cãmara. Sem pudor. Sem ponta de vergonha,
Isto são apenas alguns exemplos. Mas há mais. Por todo o lado. A rotunda em que termina a Avenida da Força Aérea é apenas um circulo abandonado. As avenidas que surgiram na zona das Agras estão abandonadas. O Parque do Canal de São Roque foi igualmente deixado ao abandono. Porra para isto tudo!
Que me desculpem a linguagem, mas tudo isto é revoltante.
Passo em Ilhavo, vejo o separador da Avenida 25 de Abril, junto ao Centro Cultural e aquilo está um brinco. Afinal era Ribau o responsável por Ilhavo estar impecável? Ribau deixou Ilhavo e as coisas continuam bem; Ribau veio para Aveiro e os espaços verdes estão todos uma merda!
Senhor Ribau: tenha vergonha e regue aquilo que devia ser verde em Aveiro. Não se limite a cortar a palha de quinze em quinze duas como acontece no «ervado» em frente ao Pavilhão do Galitos.
Chega de palavras mansas. Não podemos ter Aveiro neste estado, bolas! Não podemos porque somos de Aveiro e gostamos de Aveiro. Talvez seja esta a diferença.



